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31 de Maio – Salto - Montalegre A Câmara de Montalegre promove no próximo dia 31, em Salto, "O Trilho do Condestável", homologado pela Federação Portuguesa de Pedestrianismo, assinalando, deste modo, a canonização de D. Nuno Álvares Pereira. A partida será dada por D. Duarte Pio de Bragança. Integrado no programa das VI Carrilheiras de Barroso, é inaugurado no último dia deste mês "O Trilho do Condestável", percurso, homologado pela Federação Portuguesa de Pedestrianismo, que passa pelos sítios que a tradição associa à presença de D. Nuno Álvares Pereira, guerreiro e Senhor das Terras de Barroso, do qual se destaca o "Monte da Corneta" de onde saía o toca a reunir dos reboredos para o treino militar em Brangadoiro (Brigadoiro) cabendo, a muitos deles, a honra de integrar a famosa Ala dos Namorados. A partida ao "Trilho do Condestável" será dada por D. Duarte Pio de Bragança. PROGRAMA - Salto, 31 Maio 10h00 - Recepção a Sua Alteza Real D. Duarte Pio de Bragança 10h30 - Inauguração do "Trilho do Condestável" com partida dada por Sua Alteza Real 11h00 - Missa solene na Igreja Matriz de Salto 12h00 - Descerramento de placa junto ao monumento do Condestável 13h00 – Almoço 15h00 - Conferência no Auditório da Casa do Capitão sobre a vida e obra de D. Nuno Álvares Pereira com a participação das seguintes personalidades: * Fernando Rodrigues - Presidente da Câmara Municipal de Montalegre (Abertura) * Dr. Barroso da Fonte - D. Leonor de Alvim, uma mulher de Barroso - Prof. Dr. Saúl Gomes - D. Nuno Álvares Pereira, Senhor de Montalegre, guerreiro e monge - Sua Alteza Real D. Duarte Pio (Encerramento) SANTO CONDESTÁVEL Lembre-se que D. Nuno Álvares Pereira foi canonizado no último 26 de Abril pelo Papa Bento XVI, 91 anos depois de ter sido beatificado.
D. Nuno Álvares Pereira viveu entre 1360-1431 e foi beatificado pelo Papa Bento XV a 23 de Janeiro de 1918, tornando-se Beato Nuno de Santa Maria. Em 1940, Pio XII manifestou o desejo de canonizar o beato por decreto, mas logo abandonou a intenção, prosseguindo pelas vias normais. Após várias vicissitudes, a Ordem do Carmo, onde o militar ingressou em 1422, e o Patriarcado de Lisboa decidiram retomar a defesa da causa de canonização, cujo processo foi reaberto a 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa. A canonização assentou na cura milagrosa relatada por Guilhermina de Jesus. A sexagenária, natural de Vila Franca de Xira, sofrera lesões no olho esquerdo depois de atingida com salpicos de óleo a ferver quando fritava peixe. |